Anita Hemmings: a mulher que desafiou o racismo para conquistar um diploma em 1897

Em uma época em que o acesso à educação era negado a pessoas negras em grande parte dos Estados Unidos, uma jovem decidiu enfrentar o sistema de forma silenciosa, mas extraordinariamente corajosa. Seu nome era Anita Hemmings.

Em 1897, Anita entrou para a história ao se tornar a primeira mulher negra a concluir os estudos na prestigiada Vassar College, em Nova York. Sua conquista, no entanto, aconteceu em meio a um cenário marcado pela segregação racial e pela exclusão de pessoas negras das instituições de ensino de elite.

Uma identidade escondida para alcançar o conhecimento

De pele clara, Anita foi registrada como branca ao ingressar na universidade. Durante quatro anos, viveu sob constante risco de ter sua verdadeira origem descoberta, sabendo que isso poderia significar o fim de seus estudos.

Mesmo diante dessa pressão, destacou-se pelo excelente desempenho acadêmico, tornando-se uma das alunas mais brilhantes de sua turma.

Poucos dias antes da cerimônia de formatura, uma colega descobriu que Anita era negra. A revelação gerou indignação entre famílias conservadoras, que pressionaram a direção da instituição para impedir sua graduação.

O reconhecimento da excelência

Apesar da pressão, a diretora da faculdade decidiu manter a formatura de Anita. Sua dedicação, competência e desempenho acadêmico falaram mais alto do que os preconceitos da época.

Ao receber seu diploma, Anita Hemmings tornou-se um símbolo de resistência, pioneirismo e da luta pelo direito à educação.

Um legado que atravessa gerações

A história de Anita vai além de uma conquista individual. Ela evidencia como o racismo institucional limitava oportunidades e como muitas pessoas precisaram adotar estratégias extremas para acessar direitos básicos, como estudar.

Seu exemplo continua inspirando pesquisadores, estudantes e todos aqueles que acreditam que o conhecimento deve ser um direito universal, independentemente da cor da pele, origem ou condição social.

Mais de um século depois, Anita Hemmings permanece como um dos grandes símbolos da perseverança diante da injustiça e da convicção de que o talento e a inteligência não conhecem barreiras raciais.

Você acredita que a educação deve estar acima de qualquer barreira social? Compartilhe sua opinião e participe dessa reflexão sobre um dos capítulos mais marcantes da história da luta pela igualdade de oportunidades.

 

As últimas horas de Diana: as fotos que marcaram a história da Princesa do Povo

Na madrugada de 31 de agosto de 1997, o mundo foi surpreendido por uma notícia que chocou milhões de pessoas: a morte de Diana, Princesa de Gales, aos 36 anos, após um grave acidente de carro em Paris, na França.

Poucas horas antes da tragédia, Diana foi fotografada por paparazzi enquanto deixava o famoso Hôtel Ritz Paris, acompanhada de Dodi Al-Fayed. As imagens registradas naquela noite se tornaram algumas das fotografias mais emblemáticas e debatidas da história contemporânea.

Naquele momento, poucos imaginavam que seriam os últimos registros públicos da princesa. A intensa perseguição dos fotógrafos ao veículo em que Diana viajava levantou uma discussão mundial sobre os limites da imprensa, a atuação dos paparazzi e o impacto da exposição constante na vida de figuras públicas.

Conhecida mundialmente como a “Princesa do Povo”, Diana conquistou admiradores muito além da realeza britânica. Seu trabalho humanitário, especialmente em campanhas de combate às minas terrestres e no apoio a pessoas com HIV/AIDS, transformou sua imagem em um símbolo de empatia, solidariedade e compromisso social.

Sua morte provocou uma das maiores comoções populares da história recente. Milhões de pessoas acompanharam seu funeral e prestaram homenagens em diversos países, demonstrando o carinho e a admiração que ela despertava ao redor do mundo.

Mais de duas décadas depois, a trajetória de Diana continua inspirando livros, documentários, filmes e debates sobre privacidade, responsabilidade da mídia e o verdadeiro significado da fama. Seu legado permanece vivo como o de uma das personalidades mais influentes e inesquecíveis do século XX.

Bandinha viraliza com cover de “Avôhai” e recebe elogios da família de Zé Ramalho

Banda do Professor agitou as redes sociais cerca de um ano após terem viralizado com cover de Legião Urbana e recebeu elogios do filho de Zé Ramalho.

 

SÃO LUÍS – A Banda do Professor tem conquistado o público nas redes sociais ao apresentar releituras de clássicos da música brasileira com técnica e sensibilidade. O destaque mais recente foi a interpretação de “Avôhai”, de Zé Ramalho, que voltou a impulsionar a banda nas plataformas digitais.

A repercussão chegou até João Ramalho, filho de Zé Ramalho, que reagiu ao vídeo e destacou o talento do vocalista David Claro, de apenas 8 anos. “Esse moleque é um mito, esse moleque é artista”, afirmou.

O projeto, liderado pelo professor Antonyel Pacheco, já soma milhões de visualizações e mais de 500 mil seguidores nas redes sociais.

Sucesso vem depois de um ano da banda viralizar com “Tempo Perdido”

De acordo com Antonyel, o sucesso atual repete um movimento vivido pelo grupo há um ano, quando viralizaram com a música “Tempo Perdido”. “Exatamente um ano depois, voltamos a viralizar, agora com o grandioso Zé Ramalho”, comemorou. Entre os vídeos mais populares da banda também estão releituras que ultrapassaram a marca de milhões de visualizações.

A iniciativa nasceu dentro da sala de aula, em um espaço montado na casa do professor. Natural de Grajaú, Antonyel é autodidata e ensina música há mais de 20 anos. A ideia da banda surgiu ao identificar o potencial dos alunos e transformar o aprendizado em prática coletiva.

Bandinha ganhou o Prêmio Papete de Música em 2025

O reconhecimento também chegou fora da internet. Em 2025, a Banda do Professor conquistou o Prêmio Papete no Festival da Música Maranhense, consolidando o projeto como uma das iniciativas de destaque na cena cultural local.

Mais do que executar canções conhecidas, os jovens músicos se destacam pela forma como interpretam as obras, imprimindo emoção e identidade às releituras.

Fonte: iMirante
Link: https://m.imirante.com/entretenimento/sao-luis/2026/04/17/bandinha-viraliza-com-cover-de-avohai-e-recebe-elogios-da-familia-de-ze-ramalho

A fascinante história dos dominicanos no Brasil central: Uma jornada de fé e sacrifício

Recentemente, um Reel no Instagram do usuário @soudyegopereira trouxe à tona um recorte histórico pouco conhecido, mas de grande relevância: a trajetória dos frades dominicanos no Brasil Central. A publicação, que rapidamente capturou a atenção, detalha a chegada e a atuação desses religiosos na região, revelando um capítulo marcante da história brasileira.

A chegada e a missão evangelizadora

Em 1882, frades da Ordem dos Pregadores, provenientes da França e da Itália, desembarcaram na diocese de Goiás com uma missão clara: catequizar os povos indígenas. Eles estabeleceram conventos em localidades estratégicas como Porto Imperial e Uberaba, que se tornaram centros de irradiação de sua fé e cultura. Essa iniciativa não apenas moldou a paisagem religiosa da época, mas também influenciou o desenvolvimento social e geográfico de diversas comunidades.

A coleção memória dominicana: Um legado documentado

Todo esse percurso foi meticulosamente registrado na Coleção Memória Dominicana, organizada por Frei Alano. Composta por 52 fascículos, a coleção é um tesouro de informações, reunindo cartas, relatos e biografias. Um aspecto notável é o foco nas mortes dos missionários, que são apresentadas como testemunhos de fé e dedicação.

Heróis da fé: Vidas entregues à missão

Entre os nomes que se destacam nessa saga, Frei Gil Vilanova, um ex-sargento francês, é uma figura emblemática. Ele fundou Conceição do Araguaia em 1896, mesmo contra ordens superiores, e sua vida foi ceifada em 1905 pela febre amarela. Outros exemplos incluem Frei Estevão Gallais, que faleceu em 1907 por exaustão, e Dom Domingos Carrerot, o primeiro bispo de Porto Nacional, que encontrou seu fim em 1933 após se perder na mata. A morte de Frei Ângelo Dargaignaratz, que se afogou, é retratada de forma simbólica, reforçando o caráter sacrificial de suas jornadas.

A boa morte: Um ritual religioso e coletivo

Essas mortes, embora trágicas, eram frequentemente apresentadas como “heroicas” e amplamente divulgadas em revistas francesas. O objetivo era mobilizar doações e atrair novos missionários, perpetuando a ideia da “boa morte” como um ritual religioso e coletivo, um sacrifício em nome da fé e da evangelização.

Reflexão final

A história dos dominicanos no Brasil Central, conforme resgatada por @soudyegopereira, nos convida a refletir sobre a complexidade da colonização e da evangelização, os desafios enfrentados pelos missionários e o impacto duradouro de suas ações na formação cultural e religiosa da região. É um lembrete da importância de preservar e divulgar essas narrativas para compreendermos melhor as raízes de nossa sociedade.

Do tabu ao direito à saúde: DPE/MA discute uso medicinal da cannabis em seminário que reuniu autoridades no assunto e sociedade civil

Do tabu ao direito à saúde: DPE/MA discute uso medicinal da cannabis em seminário que reuniu autoridades no assunto e sociedade civil

Com o objetivo de promover um amplo debate sobre a criação de políticas públicas atinentes à pesquisa, regulação e acesso ao uso medicinal da cannabis, a Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA) realizou, nesta quinta-feira (30), o II Seminário “Cannabis, Saúde e Direitos Humanos: Debatendo Acesso, Cuidado e Justiça Social”. O evento, realizado no auditório Ada Valentina, na sede da DPE/MA, em São Luís, reuniu defensores públicos, pesquisadores, profissionais da saúde, autoridades e lideranças de movimentos sociais.

O primeiro painel da programação, com moderação do defensor público Cosmo Sobral, titular do Núcleo de Defesa do Idoso, da Pessoa com Deficiência e da Saúde, tratou sobre o panorama da pesquisa com cannabis e contou com a participação de professores e pesquisadores da Universidade Federal do Maranhão. “Esse é um momento em que fortalece o diálogo e o debate e, como consequência, fortalece nos aspectos jurídicos e científicos os benefícios do uso da cannabis, uma vez que essa temática é bastante demanda pelos assistidos na Defensoria”, destacou Cosmo Sobral.

Na sequência, o painel “Políticas de Drogas e Direito à Saúde” foi mediado pelo defensor público Joaquim Gonzaga Neto, titular do Núcleo de Defesa da Criança e do Adolescente e ex-presidente da Associação Nacional das Defensoras e Defensores Públicos (Anadep). O debate teve a participação de especialistas e usuários de cannabis para a construção de encaminhamentos reais. “Disponibilizamos mais uma vez o espaço da Defensoria, com o intuito de provocar reflexões que irão resultar em encaminhamentos positivos, levando para frente todo o potencial do uso medicinal da cannabis na saúde pública, beneficiando toda a sociedade”, disse Joaquim Gonzaga.

Os debates da tarde se aprofundaram nas questões de acesso, cultivo e na perspectiva dos direitos humanos e justiça social. O painel “Cultivo e Uso Medicinal de Cannabis” foi mediado pelo defensor público Vinicius Goulart, do Núcleo do Idoso, da Pessoa com Deficiência e da Saúde. Já o último painel, que retomou o tema “Políticas de Drogas e Direito à Saúde”, destacou a relevância das comunidades tradicionais e da sociedade civil organizada para o acesso e o cuidado. A mesa de trabalhos foi coordenada por Maelle Medeiros, coordenadora do Centro Integrado de Apoio à Pessoa com Deficiência (Ciapd) da DPE/MA.

Atualmente, está paralisado no Congresso Nacional o Projeto de Lei (PL) 399/2015, que trata da regulamentação do cultivo, processamento, pesquisa, produção e comercialização de produtos à base de Cannabis para fins medicinais, veterinários, científicos e industriais. “Esse debate é muito importante e precisamos propagar a informação, convidando a população a discutir e formar opiniões. A luta só termina quando todo mundo tiver acesso”, defendeu Tetê Gandolfi, mãe e conselheira que também participou do Seminário.

II Seminário – Cannabis, Saúde e Direitos Humanos

Um espaço feito pra debater o acesso à saúde, o cuidado e a justiça social!

Pesquisadores, profissionais da saúde, lideranças indígenas e defensores públicos se reúnem pra discutir o papel da cannab1s na construção de um futuro mais justo e humano.

Aberto a todos, todas e todes!

Informações
Data: 30 de outubro
Local: Auditório da Defensoria Pública do Maranhão
Transmissão ao vivo: youtube.com/defensoriama

Organização: Defensoria Pública do Estado do Maranhão, Escola Superior da DPE/MA e Acolhedeira.

A gente te espera lá!

Márcio Vasconcelos é o ganhador geral do Prêmio Portfólio FotoDoc 2025

O fotógrafo maranhense Márcio Vasconcelos @marcio_vasconcelos_foto é o ganhador geral do Prêmio Portfólio FotoDoc 2025.

O Prêmio Portfólio FotoDoc 2025 é concedido pela Escola Panamericana de São Paulo.

Márcio Vasconcelos, fotógrafo que nasceu e vive em São Luís (estado do Maranhão – Brasil), foi escolhido pelo júri como Ganhador Geral, com o Portfólio “Bruxos e Curandeiros: a Magia Bantu entre África, Cuba e Maranhão”.

O trabalho tem como base uma extensa pesquisa sobre a diáspora africana no Brasil e em Cuba, retratando rituais religiosos de matriz africana.

Em entrevista para o site do Festival FotoDoc, Vasconcelos define seu trabalho como de um fotógrafo pesquisador.

“Me identifico com temas relacionados com as religiões de matriz africanas, embora não seja iniciado. A maioria dos meus trabalhos concluídos e em andamento sempre estão relacionados com ancestralidade”, conta o fotógrafo.

Como Ganhador Geral do Prêmio Portfólio FotoDoc, Márcio Vasconcelos é convidado a participar do Festival FotoDoc 2025 para apresentar seu trabalho na série de encontros e receber um troféu especialmente concebido pelo artista plástico Henrique Rie.

A exposição com os ganhadores do Prêmio Portfólio FotoDoc será uma das principais atrações do Festival FotoDoc, programado para ocorrer de 4 a 8 de novembro na Panamericana Escola de Arte e Design @epanamericana, em São Paulo, com exposições abertas até o dia 10 de janeiro de 2026.

(Foto/Márcio Vasconcelos): Ritual de Palo Monte em Quiebra Acha – Cuba

Maria Vitória, de 17 anos, irá participar da Brasil Cup e do AJP Tour 600

SÃO LUÍS – A atleta maranhense Maria Vitória, de 17 anos, está em busca de mais títulos e da evolução na carreira. Ela irá participar da Brasil Cup, no dia 21 de setembro, em São Luís, uma das principais competições nacionais da categoria. Já nos dias 1º e 2 de novembro, Maria participará de uma das mais importantes competições internacionais de jiu-jitsu, o AJP Tour 600, que será realizado na cidade de Imperatriz.

Apesar da pouca idade, Maria já possui um currículo bastante vitorioso, com 52 títulos, incluindo três campeonatos mundiais, nove títulos Norte-Nordeste e nove campeonatos maranhenses.

A atleta iniciou os treinos aos nove anos de idade, sob orientação do mestre Kako Soares, que lhe apresentou o esporte. No entanto, sua maior inspiração foi a avó, faixa marrom de karatê, que sempre demonstrou interesse pelas artes marciais. Maria se apaixonou pelo jiu-jitsu após uma colega de escola perguntar se ela tinha interesse em praticar a modalidade.

Para o pai de Maria Vitória, a Claudio Pablo, a motivação desde muito jovem faz com que a atleta continue se apaixonado ainda mais pelo jiu-jitsu e busque ainda mais pelos títulos, agora treinada pelo seu atual mestre Cassius Freire:

“Com apenas seis meses de jiu-jitsu, ela já começou a competir, o que é até um pouco precoce, e logo passou a vencer tudo. Acredito que esse sucesso nas competições foi o que a motivou, além do fato de ter se apaixonado pelo esporte logo de início. Ela foi se empolgando cada vez mais à medida que continuava vencendo, sendo reconhecida pelas pessoas, que passaram a procurá-la para treinar e queriam estar ao lado dela. Isso, na minha opinião, foi o que mais a incentivou.”

As preparação para as competições nacionais e internacionais que irão acontecer no território maranhense estão a todo o vapor para o campeonato brasileiro e europeu, que estão previstas para acontecer no próximo ano.

Maranhense conquista primeira vitória em torneio de tênis internacional

SÃO LUÍS – Sob forte calor na tarde desta terça-feira (09), em São Luís, a maranhense Bruna Liotto venceu a compatriota brasileira por 7/6 (2), 2/6 e 6/3, em uma partida bastante disputada que durou mais de três horas. Com o resultado, ela conquistou sua primeira vitória na chave principal do torneio profissional ITF World Tennis Tour.

Entre os dias 8 e 14 de setembro, as tenistas disputam um prêmio de 15 mil euros e 15 pontos no ranking mundial.

O evento reúne atletas de 12 países, com presença confirmada de nomes relevantes do cenário nacional, além de promessas da nova geração da Europa, América do Norte e América do Sul.

Além de Bruna, as maranhenses Beatriz Dias e Jéssica Albuquerque também estarão na disputa. As partidas estão sendo realizadas no complexo esportivo Sports Village, no bairro Quintas do Calhau.

Antes de morrer, Clarice Lispector havia planejado vir ao Maranhão

Em manuscrito raro, datado de 20 de outubro de 1977, ela se refere a capital maranhense como “terra do grande Ferreira Gullar”

SÃO LUÍS – Um manuscrito de Clarice Lispector, de 1977, é revelado pelo biógrafo Benjamin Moser em sua mais nova obra, Clarice, — Uma biografia. Na carta que acredita-se ser a última escrita antes da sua morte, a autora responde a um convite de viagem para São Luís. Além disso, a publicação da Companhia das Letras também traz imagens inéditas da escritora.

Na carta, datada de 20 de outubro de 1977, ela se refere a capital maranhense como “terra do grande Ferreira Gullar”, escritor que morreu, aos 86 anos, em dezembro do ano passado em decorrência de uma pneumonia. Em depoimento a Moser, o poeta descreveu seu espanto ao vê-la pela primeira vez: “Seus olhos amendoados e verdes, as maçãs do rosto salientes, ela parecia uma loba — uma loba fascinante”.

No mesmo manuscrito em que menciona São Luís, ela relata seus problemas de saúde, mas afirma “estar quase boa”. Poucos dias depois, porém, ela foi internada e morreu em dezembro do mesmo ano em que a carta foi escrita.

Carta escrita por Clarice

Clarice, — Uma biografia, que traz a carta, chega às livrarias na próxima quarta-feira (1º). Em entrevista ao O Globo, Moser disse que quando se trata de uma pessoa muito conhecida, como a Clarice Lispector, é sempre difícil encontrar coisas novas. “Mas eu achava importante publicar essas cartas e manuscritos nessa nova edição para mostrar que nem tudo foi visto, ainda há muita coisa por aí. Estava trabalhando havia vários meses na nova edição, agora só quero ver o livro renascer”, conta.

Além da carta de 1977, outro manuscrito de destaque na publicação é um fragmento deixado com uma marca de batom da própria escritora à amiga Olga Borelli. Na capa da publicação, mais novidade: sai a imagem icônica de Clarice com a máquina de escrever no sofá (registrada por Claudia Andujar em 1961) e entra um outro clique, da época em que a escritora vivia em Washington, no início dos anos 1950.