Bandinha viraliza com cover de “Avôhai” e recebe elogios da família de Zé Ramalho

Banda do Professor agitou as redes sociais cerca de um ano após terem viralizado com cover de Legião Urbana e recebeu elogios do filho de Zé Ramalho.

 

SÃO LUÍS – A Banda do Professor tem conquistado o público nas redes sociais ao apresentar releituras de clássicos da música brasileira com técnica e sensibilidade. O destaque mais recente foi a interpretação de “Avôhai”, de Zé Ramalho, que voltou a impulsionar a banda nas plataformas digitais.

A repercussão chegou até João Ramalho, filho de Zé Ramalho, que reagiu ao vídeo e destacou o talento do vocalista David Claro, de apenas 8 anos. “Esse moleque é um mito, esse moleque é artista”, afirmou.

O projeto, liderado pelo professor Antonyel Pacheco, já soma milhões de visualizações e mais de 500 mil seguidores nas redes sociais.

Sucesso vem depois de um ano da banda viralizar com “Tempo Perdido”

De acordo com Antonyel, o sucesso atual repete um movimento vivido pelo grupo há um ano, quando viralizaram com a música “Tempo Perdido”. “Exatamente um ano depois, voltamos a viralizar, agora com o grandioso Zé Ramalho”, comemorou. Entre os vídeos mais populares da banda também estão releituras que ultrapassaram a marca de milhões de visualizações.

A iniciativa nasceu dentro da sala de aula, em um espaço montado na casa do professor. Natural de Grajaú, Antonyel é autodidata e ensina música há mais de 20 anos. A ideia da banda surgiu ao identificar o potencial dos alunos e transformar o aprendizado em prática coletiva.

Bandinha ganhou o Prêmio Papete de Música em 2025

O reconhecimento também chegou fora da internet. Em 2025, a Banda do Professor conquistou o Prêmio Papete no Festival da Música Maranhense, consolidando o projeto como uma das iniciativas de destaque na cena cultural local.

Mais do que executar canções conhecidas, os jovens músicos se destacam pela forma como interpretam as obras, imprimindo emoção e identidade às releituras.

Fonte: iMirante
Link: https://m.imirante.com/entretenimento/sao-luis/2026/04/17/bandinha-viraliza-com-cover-de-avohai-e-recebe-elogios-da-familia-de-ze-ramalho

A fascinante história dos dominicanos no Brasil central: Uma jornada de fé e sacrifício

Recentemente, um Reel no Instagram do usuário @soudyegopereira trouxe à tona um recorte histórico pouco conhecido, mas de grande relevância: a trajetória dos frades dominicanos no Brasil Central. A publicação, que rapidamente capturou a atenção, detalha a chegada e a atuação desses religiosos na região, revelando um capítulo marcante da história brasileira.

A chegada e a missão evangelizadora

Em 1882, frades da Ordem dos Pregadores, provenientes da França e da Itália, desembarcaram na diocese de Goiás com uma missão clara: catequizar os povos indígenas. Eles estabeleceram conventos em localidades estratégicas como Porto Imperial e Uberaba, que se tornaram centros de irradiação de sua fé e cultura. Essa iniciativa não apenas moldou a paisagem religiosa da época, mas também influenciou o desenvolvimento social e geográfico de diversas comunidades.

A coleção memória dominicana: Um legado documentado

Todo esse percurso foi meticulosamente registrado na Coleção Memória Dominicana, organizada por Frei Alano. Composta por 52 fascículos, a coleção é um tesouro de informações, reunindo cartas, relatos e biografias. Um aspecto notável é o foco nas mortes dos missionários, que são apresentadas como testemunhos de fé e dedicação.

Heróis da fé: Vidas entregues à missão

Entre os nomes que se destacam nessa saga, Frei Gil Vilanova, um ex-sargento francês, é uma figura emblemática. Ele fundou Conceição do Araguaia em 1896, mesmo contra ordens superiores, e sua vida foi ceifada em 1905 pela febre amarela. Outros exemplos incluem Frei Estevão Gallais, que faleceu em 1907 por exaustão, e Dom Domingos Carrerot, o primeiro bispo de Porto Nacional, que encontrou seu fim em 1933 após se perder na mata. A morte de Frei Ângelo Dargaignaratz, que se afogou, é retratada de forma simbólica, reforçando o caráter sacrificial de suas jornadas.

A boa morte: Um ritual religioso e coletivo

Essas mortes, embora trágicas, eram frequentemente apresentadas como “heroicas” e amplamente divulgadas em revistas francesas. O objetivo era mobilizar doações e atrair novos missionários, perpetuando a ideia da “boa morte” como um ritual religioso e coletivo, um sacrifício em nome da fé e da evangelização.

Reflexão final

A história dos dominicanos no Brasil Central, conforme resgatada por @soudyegopereira, nos convida a refletir sobre a complexidade da colonização e da evangelização, os desafios enfrentados pelos missionários e o impacto duradouro de suas ações na formação cultural e religiosa da região. É um lembrete da importância de preservar e divulgar essas narrativas para compreendermos melhor as raízes de nossa sociedade.